8 de jun de 2010

ROLA A BOLA


Aleluia! O futebol está voltando a Uruguaiana.
Quando já pensava em escrever uma crônica lamentando o desaparecimento do futebol de nossa terra, eis que me deparo com a noticia:
“Terminado o primeiro turno do Campeonato Citadino de Futebol, Sá Viana, Ferro Carril e Uruguaiana estão empatados. No próximo domingo, dia 6 de junho, Uruguaiana e Sá Viana abrem o returno, jogando no Estádio dos Álamos”.
Essa boa nova me enche de alegria e de esperança na volta daqueles dias gloriosos em que o nosso futebol se equiparava ao que melhor se jogava no estado; quando nossos gramados eram celeiros de craques brilhando em grandes clubes e mesmo na seleção brasileira e que se findaram no fim do século passado vitimas de insana rivalidade entre os nossos três grandes clubes como se uns prescindissem dos outros para continuarem existindo. Agora parece estar o juízo voltando às cabeças dos cartolas locais.
Quando me preparava para escrever essa coluna, antes de consultar o Google, (futebol+Uruguaiana+RS), minha idéia era descobrir qual a atividade esportiva em voga na cidade, lembrando que já houvera uma grande paixão pelo ciclismo, lá por volta de 1930, que levara à construção de um circuito, um estádio que ficou conhecido como o Prado das Bicicletas animando, mais tarde, acirradas disputas em torno da Praça Barão do Rio Branco onde pontificavam os Cademartori, Perugini, Michelena (peço perdão àqueles que esqueci) e outros ases das duas rodas. Um pouco mais tarde, por volta de 1940, tivemos a febre do vôlei e, logo a do basquete onde se destacava o Jaime Tarragô e sua turma que depois levaria à fundação do Juventude com sua quadra ao lado da ponte internacional vizinha ao local de nascimento do Sá Viana. Paralelamente a isso tênis se fazia presente no Tênis Clube Rio Branco com a turma do Fittipaldi, Almeida, Marina Nelsis...  Na década de cinqüenta o futebol de salão invadia as quadras do União, dos quartéis e do Juventude. Isso tudo sem esquecer o pólo com suas equipes militares e civis com o Pito Tellechea mandando taco na bolinha de madeira. Por aí chegamos até ao Jóquei Clube e ao Clube do Laço.
Uruguaiana sempre foi uma cidade amante do esporte por isso me causava espanto seu desprezo pelas suas tradições futebolísticas. Agora vendo o incentivo dado pelo Secretário de Esporte e Lazer do município, Vicente Majó da Maia, posso alimentar a esperança de, voltando aos pagos, encontrar os estádios lotados por vibrantes.
Deixei de fazer referencia, por pura preguiça, a outros tantos atletas de esportes popularíssimos como a tava (jogo do osso), as carreiradas, o carteado, o truco, a sinuca, o halterocopismo  e, last but not least, o futebol varzeano.

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