23 de nov de 2009

CRIMES NA PRAÇA, CUIDADO COM O BARÃO...


Só hoje soube que as garras do crime cravaram-se num dos simbolos da nossa cidade: a praça da Rendição, ou Barão do Rio Branco para os cidadãos mais novos. Ação abominável que veio macular um grupo arquitetônico há mais de meio século trazia o sonho, alegria e esperança aos nossos concidadãos, mão insidiosa, criminosa, desfigurou o conjunto da Branca de Neve e os Sete Anões.
Ainda recordo, ainda na quarta década do século passado, sendo eu gentil infante, na gestão do então prefeito Iris Ferrari Valls, foi que o lendário grupo foi instalado quase diante da catedral, onde ficava um posto meteorológico.
Os munícipes não foram unânimes no aplauso ao novo recanto da praça que passava então por uma grande remodelação da qual o conjunto era  parte. Houve até  - línguas viperinas sempre existiram -  quem  disse-se tratar-se de uma homenagem autobiográfica já que um dos anões, que seria o edil municipal, de picareta às costas, era o único que trabalhava enquanto os demais, seus irmãos, flanavam pescavam e dormiam. Mesmo assim aquele recanto caiu nas graças da população, principalmente da criançada que via ali a concretização dos personagens do filme de Walt Disney em prejuízo dos verdadeiros autores do conto. Recolhida da memória popular alemã, a história de Branca de Neve tem como seus compiladores os Irmãos Grimm. Esse material foi publicado, entre os anos de 1812 e 1822, juntamente com outras histórias, no volume intitulado Contos de Fadas para Crianças e Adultos”. Sendo assim, coisa de alemão batata, aquela moçoila de costumes um tanto quanto estranhos que, morava numa casa com sete homens, ainda que haja quem pense que anão é parente do Peter Pan e fique criança para sempre, não seria um exemplo de moralidade para nossos compatriotas fronteiriços.
Em que  pese essas controvérsias nada justifica o crime hediondo cometido contra tão frágeis e desprotegidas criaturas ainda que, segundo consta das paginas do nosso blog, não seriam elas as esculturas originais com faces angelicais(?) e muito mais resistentes. Diante disso surge mais uma dúvida: A ser isso verdadeiro, que fim levaram a Branca de Neve e os Sete Anões originais? Quando foi que tomaram destino incerto e não sabido? Haveria na cidade um facínora rondando a Praça Barão do Rio Branco especializado em subtrair-lhe suas obras de arte?
Isso nos leva a uma pergunta que não quer calar ha quase um ano: Por onde anda o busto de Bila Ortiz que adornava a sala de leitura do Club Comercial, ali, bem na esquina da Praça?
Bustos, anões, princesas... a continuar assim urge que se tomem providencias concretas visando proteger ao próprio Barão do Rio Branco ali solitário no meio daquele logradouro. Chamem os Federais, a Brigada, a Policia, o Tarso... O acervo cultural da cidade está correndo sérios riscos... 

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