6 de mar de 2009

ATENDENDO A PEDIDOS...ó nois aqui traveis!

Bem, depois que Collor, Sarney, Renan e outros bichos mais, emplacaram seus nomes em altos cargos do Senado Nacional esse humilde escriba voltar a bater nas pretinhas (teclas) não será nenhuma impertinência. Ainda mais sabendo que nosso alcaide está aguardando minhas mal traçadas linhas.

O carnaval aqui no Rio já foi. Agora todas as atenções se voltam para maldita Crise Financeira Internacional, em que pese nosso "líder" continuar tratando-a com uma marolinha, mesmo tendo já atingido proporções catastróficas. Enquanto isso nosso congresso continua discutindo quem vai ficar com as melhores bocas, as ditas comissões. E o povo que se dane, quem mandou votar neles.

Nosso governador, Sergio Cabral, está fulo porque a Anac pretende liberar o aeroporto Santos Dumont para voos mais longos do que a ponte aérea Rio - São Paulo. Não tenho nem idéia do que irá resultar dessa briga, mas tenho uma certeza: Quem irá pagar a conta, o aumento das passagens, seremos nos, os idiotas.

Isso me leva a uma constatação: Deixei de visitar Uruguaiana desde que ela  passou a seu mais uma das cidades isoladas no interior do país. Basta lembrar que até meados do século passado tínhamos ai um transporte ferroviário que, pasmem, fazia chegar um trem de Porto Alegre, diariamente, as oito e quarenta e cinco (mesmo que atrasasse às vezes). Chegaram a pousar quase todos os dias no aeroporto aeronaves de varias companhias (Varig, Vasp, Real, Cruzeiro...). Sobrava para os mais apressadinhos os ônibus da Planalto, Penha.

Um belo dia um presidente bossa-nova decidiu que governar era abrir estradas para implantar aqui uma industria automobilística. Excelente idéia. Só que junto com a modernura vieram as "Agencias Reguladoras" e seus tentadores cabides de emprego. Isso foi o bastante para que viesse a falência das ferrovias e das voadoras não ligadas aos "homens".

Isso tudo me faz pensar no que levou Stefan Zweig ao suicídio.

Para quem não o conhece: "Stefan Zweig nasceu em Viena, em 1881. Formou-se em filosofia e letras e publicou seus primeiros livros na década de 20. Tornou-se famoso internacionalmente como autor de contos e novelas curtas, e de biografias de artistas e figuras históricas. Perseguido pelos nazistas, migrou em 1934 para a Inglaterra, mudando-se em seguida para os Estados Unidos e, em 1941, para o Brasil, país ao qual dedicou as reflexões contidas no livro Brasil, país do futuro. Em 1942, suicidou-se, juntamente com sua segunda mulher, por não suportar a destruição provocada pelo nazismo na Alemanha e em seu país natal."

Isso é o que seus biógrafos contam mas, para mim, a causa do seu ultimo gesto foi a descoberta do tremendo engano que cometera ao nos declarar esperança do mundo. Hoje, mais atual seriam novas reflexões que poderiam intitular-se: "Brasil, pais do futuro, no passado"

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