3 de mai de 2010

FESTA NA CASA DO OLEGÁRIO


ENCHENDO LINGUIÇA
Quando bate a pressa o colunista apela e lá vem piada:

FESTA NA CASA DO OLEGÁRIO

Cansado da agitação da vida urbana, Celso, portoalegrense desgarrado no Rio de Janeiro, larga o emprego, compra um pedaço de terra nos pagos gaúchos e se muda para lá.
Ele vê o carteiro uma vez por semana e vai à bolicho mais perto uma vez por mês. No mais, é paz e tranqüilidade.
Seis meses depois, em dezembro, alguém chama na porteira.
Celso vai até lá e vê um enorme homem montado num gateado, um guasca barbudo de 1,90, mal encarado, pilchado, com um mango na mão e na cintura uma adaga e um Smith 38 que lhe diz:
- Buenas! Meu nome é Olegário, seu vizinho, cinco léguas daqui. Festa de Natal lá em casa, sexta-feira. Começa às cinco.
Celso se entusiasma:
- Muito prazer. Me chamo Celso. Ótimo, amigo... Depois de seis meses por aqui, na solidão, nada melhor que isso. Muito obrigado, vou sim.
Olegário começa a ir vira o pingo prá ir embora, pára e diz:
- Ah...: vai rolar bebida.
- Sem problema. Eu topo.
Novamente Olegário começa a ir embora, mas pára e diz:
- Olha, também pode ter entrevero.
- Nenhum problema também... Eu me dou bem nesses lugares e sei me virar... Mais uma vez obrigado.
Olegário continua:
- Ah... e também pode ter sexo meio selvagem...
Celso, cada vez mais empolgado, retruca:
- Também não é empecilho algum.... Eu estou aqui faz seis meses, sozinho.... Mais um motivo para eu ir.
- E, aproveitando, me diz uma coisa: qual é o traje?
Olegário:
- Ué, é tu que sabe. É só nós dois...
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A PESQUISADORA E O MINEIRIN
Uma pesquisadora do IBGE bate à porta de um sitiozinho perdido no interior de Minas.
- Essa terra dá mandioca?
- Não, senhora. - responde o roceiro.
- Dá batata?
- Também não, senhora!
- Dá feijão?
- Nunca deu!
- Arroz?
- De jeito nenhum!
- Milho?
- Nem brincando!
- Quer dizer que por aqui não adianta plantar nada?
- Ah! ... Se plantar é diferente..

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