17 de dez. de 2011

DIA DE SANTA DOROTÉIA


Consultando o calendário e constatando que esta coluna que agora escrevo será publicada no dia 02 de setembro e, como sempre, procurando assunto para ela, decidi homenagear os antigos fãs do Almanache Capyvarol, consultando a Wikipédia para dali extrair algo que despertasse minha pouca inspiração.
E lá estavam numa lista enorme, eventos dos quais destaquei estes:  

Eventos históricos

31 AC - Batalha de Actium: forças de Octaviano derrotam as esquadras de Marco Antônio e Cleópatra.
1822 - Nesse dia, Maria Leopoldina, reunida com o Conselho de Estado, assinou o decreto da Independência do Brasil.
1850 - A cidade de Blumenau é fundada pelo Dr. Hermann Bruno Otto Blumenau.
1945 - Assinado ato formal de rendição do Japão na Segunda Guerra Mundial.
1961 - Aprovada a Emenda Constitucional que mudava o regime de governo do Brasil.
1962 - O jogador de futebol brasileiro Pelé marca seu 500 gol.
1968 - Proferido o discurso do deputado federal Márcio Moreira Alves que desencadearia o endurecimento do Regime Militar com a edição do AI-5
1969 - Dois computadores trocam dados em um teste da rede militar experimental Arpanet, marcando o nascimento da Internet, a rede mundial de computadores.

Nascimentos

1911 - Floyd Council, guitarrista de blues norte-americano (m. 1976).
1915 - Hans-Joachim Koellreutter, compositor alemão radicado no Brasil (m. 2005).
1923 - Ramón Valdés, ator mexicano, o Seu Madruga em El Chavo del Ocho
1930 - Paulo Francis, jornalista e escritor brasileiro (m. 1997).
1939 - Jack Lang, político francês.
1946 - Aldir Blanc, compositor brasileiro.
1952 - Jimmy Connors, ex-tenista estado-unidense.
1960 - Arnaldo Antunes, músico e poeta brasileiro.
1963 - Stanislav Cherchesov, ex-jogador de futebol russo.
1964 - Keanu Reeves, ator canadense de origem libanesa.
1965 - Lennox Lewis, ex-pugilista inglês.
1967 - Andreas Möller, ex-jogador de futebol alemão.
1971 - César Sánchez, jogador de futebol espanhol.
1973 - Savo Milošević, ex-jogador de futebol sérvio.
1982 - Alex Terra, jogador de futebol brasileiro.
1986 - Júlio César, jogador de futebol brasileiro.
1987 - Spencer Smith, baterista da banda Panic! At The Disco.
1988 - Javi Martínez, jogador de futebol espanhol.
1989 - Alexandre Pato, jogador de futebol brasileiro.

Falecimentos

1910 - Henri Rousseau, pintor francês (n. 1844).
1937 - Pierre de Coubertin, fundador do COI e promotor dos Jogos Olímpicos da era moderna.
1969 - Ho Chi Minh, poeta e político vietnamita.
1973 - J.R.R. Tolkien, lingüista e escritor britânico. Autor de O Senhor dos Anéis (n. 1892)
1986 - Otto Glória, treinador de futebol do Brasil.
1991 - Alfonso García Robles, diplomata mexicano, Nobel da Paz de 1982 (n. 1911)
2001 - Christiaan Barnard, cirurgião sul-africano.

Feriados e eventos cíclicos

Dia do Florista - Brasil;
Dia do Lazer - Brasil (poderia chamar-se o Dia de Macunaíma)
Dia de Santa Dorotéia - (Santa católica, considerada virgem e mártir, tida pela devoção popular como a Santa das Flores. Nobre, muito rica e bem educada, Dorotéia viveu em Cesareia, capital da província romana da Capadócia e foi, segundo a lenda, martirizada por ser cristã no ano de 304 d.C., vítima das perseguições do Imperador Diocleciano.)

11 de nov. de 2011

INCIDENTE DE TRÂNSITO


(PIADA QUE VIROU ESQUETE)

Numa via expressa um POLICIAL RODOVIÁRIO, usando uma motocicleta, para um carro de luxo dirigido por um ADVOGADO.
POLICIAL RODOVIÁRIO – O senhor estava dirigindo em excesso da velocidade. Por favor, sua licença?
ADVOGADO - Eu não tenho, foi suspensa no dia em que eu cometi minha última infração.
POLICIAL - Eu posso ver os documentos do veículo?
ADVOGADO - O carro não é meu, eu roubei.
POLICIAL -  (Surpreso) O carro é roubado?
ADVOGADO - É, mas acabo de lembrar que os documentos estão no porta-luvas. Eu vi quando fui guardar minha arma lá.
POLICIAL - Você tem uma arma no porta-luvas?
ADVOGADO - Sim. Eu guardei ela lá depois de matar o proprietário e esconder o corpo na mala do carro.
POLICIAL - Cara, você está carregando um cadáver no porta-malas?...
ADVOGADO - Estou sim, senhor.
Ao escutar esta última resposta, o POLICIAL, muito assustado, chama sua Central pelo rádio, relatando o que está acontecendo e em menos de cinco minutos a área está cercada de policiais armados, comandados por um CHEFE prepotente que já chega apontado sua arma para o ADVODADO:
CHEFE - Mãos ao alto! Teje preso!
Tranqüilamente o ADVOGADO, obedece.
CHEFE - Cadê seus documentos?
ADVOGADO - Pois não... Aqui estão eles.
CHEFE - Quem é o proprietário do veículo?
ADVOGADO - Sou eu… Ó, tome... Minha identidade... Minha licença... os documentos do carro com o certificado de propriedade...
CHEFE - (Dá uma olhada rápida e se assusta com a carteira da OAB) Tá bom... Abre devagar o porta-luvas, prá gente ver se tem alguma arma.
ADVOGADO - Pois, não. (o advogado abre o porta-luvas lentamente e o chefe verifica que não há nenhuma arma lá)
CHEFE - O Doutor, por favor, poderia abrir o porta-malas?
ADVOGADO - Tudo bem. (o advogado abre, e está completamente vazio sem nenhum corpo lá dentro)
CHEFE - (Intrigado, olhando a mala vazia enquanto coça a cabeça). Amigo, quer dizer, Doutor... Eu não to entendendo porra nenhuma... O rodoviário aí nos informou que o senhor...  Doutor... não tinha nenhum documento, que tinha roubado o carro, que tinha uma arma no porta-luvas e ainda por cima carregava um cadáver no porta-malas.
ADVOGADO -... E aposto que o sacana ainda falou que eu estava em excesso de velocidade... Que f.d.p. mentiroso... Que situação constrangedora... E tudo só porque eu não topei dar uma “bola” prá ele, um “agradinho”.

(PANO RÁPIDO)

19 de out. de 2011

A TAL DA INTERNET


            No dia 1º de agosto o escriba aqui viu mais um ano passar por debaixo da ponte da sua vida, e se já passaram muitos... Na véspera a amiga Jussara Aymone havia publicado no seu mural, no Facebook, uma fotografia da primeira e mais famosa drag queen gaúcha, o Ivo Rodrigues, festejando seu aniversário num remoto 31 de julho de mil e novecentos e antigamente, o que me despertou a idéia de comentar aquelas comemorações no cabaré do aniversariante onde ele recebia a fina flor dos “gurizinhos” daqueles tempos para animadas libações. E, já que meu aniversário era no dia seguinte, aproveitávamos para uma pré-comemoração “na aba”, como se diz em carioquês.
Pensei, mas mudei logo de idéia, pois da ultima vez em que contei historias das nossas andanças juvenis, por assim dizer, pouco família, recebi comentários azedos de descendentes dos personagens que as viveram, sob a alegação de que eu estaria denegrindo a memória dos seus ancestrais. Como longe de mim tive a intenção de macular a biografia de meus antigos companheiros de esbórnia achei por bem tratar de encontrar outro assunto para esta crônica semanal do Tribuna.
No Facebook, este arquivo vivo dos tempos atuais, vem sendo publicadas fotografias de Uruguaiana e de sua gente tiradas do fundo dos baús dos nossos ancestrais, escaneadas e dadas à luz nas páginas da turma mais antiga, mas que, sem medo desse monstro chamado informática, vai tentando de se enfronhar nos segredos dessa coisa misteriosa que é a Internet.
Os nossos leitores mais novos devem estar zombando daqueles que, deixando os “inta” passaram ao grupo dos “enta” - trinta... quarenta... cinquenta... sessenta... setenta... oitenta (será que temos alguns representantes dos oitenta?).
Há algum tempo atrás, quando o Orkut era a rede social mais popular entre a gurizada eles usavam uma maneira esquisita de escrever, quase que um código, copiada do inglês com termos e abreviaturas estranhas quase incompreensíveis para aqueles que tiveram a sorte de aprender a ler e escrever português com um mínimo de correção. Nossa sorte é que com a popularização do Facebook e a teimosia do mais experientes hoje já conseguimos nos comunicar de maneira mais inteligível. Afinal, como diz a letra de um samba da Velha Guarda da Portela: “Estamos velhos, mas ainda não morremos”. Ou na versão gaudéria: “Não podemo se entregá prôs home”.
...E vamo em frente sem medo dessa tal de Internet.

               

ESPORTE É VIDA?


Só para não perder o embalo, atrasei mais uma vez esta coluna. O Editor já está me cobrando, furioso com meu desleixo e negligência, fala até em multa sobre meu salário e outras atitudes mais, comuns aos magnatas da grande imprensa. Deve ser por isso que nunca recebi proposta dos jornais da capital, eles se comunicam entre si e queimam o filme dos maus profissionais. Oh, dor! Espero que entendam minhas razões e me seja concedido perdão por mais esta falta sem que ela vá macular minhas anotações profissionais.
Aqueles que já me conhecem desde os tempos de piá nesse rincão riograndense sabem da minha paixão confessa pelo jogo de futebol, aquele disputado com garra, amor e lealdade ainda que carente de habilidade e técnica mais sofisticada, sendo mais importante a luta do que o resultado. Quantas vezes sai eu de casa para chutar guanxumas num terreno baldio, perto da casa do Colmar Duarte, apelidado por nós de Estádio do Riachuelo, em disputas memoráveis que só eram interrompidas pelo anoitecer, quando já não se conseguia mais ver a pelota. E os rachas no pedregulho do campo do colégio União onde o Bomba, que ainda nem sonhava um dia ser prefeito, começava a despontar como um futuro craque? O Nedo Mandarino e o Campodônico nessa época já mostravam as boas relações que viriam a ter futuramente com esta moça caprichosa a quem chamamos de bola, uma intimidade que nem mesmo o amor pelo esporte este seu escriba nunca conseguiu desfrutar. Eu era aquilo que “carinhosamente” chamávamos de pata-dura e nas peladas só era escolhido quando contribuía com o objeto de nossos sonhos: Ela, A Bola. La Pelota. Não sendo o dono da “desejada” ficava torcendo para faltar alguém para completar os times.
Demorei algum tempo para entender que como jogador de futebol minha carreira seria curta ou mesmo nem iria se iniciar. Por isso quando fui estudar em Porto Alegre, em 1950, tratei de tomar outro rumo nos esportes. O escolhido foi o atletismo onde já havia tentado saltar em distância, o que me custara uma fratura num braço ao errar um salto caindo fora da caixa de areia, fratura essa que se repetiu mais duas vezes em um mesmo ano. Uma delas caindo numa pelada na calçada da Domingos de Almeida ao insistir em calçar “foba” (chuteira) com travas de prego. Coisa de guri burro. E a terceira vez foi quando numa briga, num racha no União bati com o braço engessado na cabeça de um coleguinha. Coisas do esporte...
Em Porto Alegre consegui ser aceito como atleta juvenil no Internacional levado pelo meu professor de ginástica no Julio de Castilhos, onde eu estudava. O professor Fredolino, esse era seu nome, tinha vivido na America do Norte e tentava por todas as maneiras despertar em nos o amor pelo baseball (o jogo mais chato que já conheci), mas, claro, não conseguiu. No Inter fui ser corredor de 110m com barreiras, e até me sai bem, tanto que consegui fazer parte da equipe do clube durante um bom tempo.
Mas... - sempre existe um mas em nossa felicidade – um dia o sonho quase teve fim.  Eu era um atleta do Inter, vestindo com muito orgulho e defendendo a camiseta vermelha do Clube dos Eucaliptos mas o amor pelo futebol é coisa que nunca acaba e sendo assim...
Era um Grenal disputado no velho campo dos Eucaliptos e como atração os dirigentes programaram uma disputa de atletismo antes do futebol competindo atletas infanto-juvenis. E lá estava eu participando de um revezamento 4x100m. Prova bonita onde nos saímos muito bem em que pese o domínio quase que absoluto da Sogipa no esporte base, naquela época.
Começado o Grenal ficamos nós, os atletas, sentados debaixo da social do Inter, envergando nossos belos abrigos vermelhos. Esse escriba admirava encantado, como sempre, os craques de ambos os times em sua disputa acirrada preocupado tão somente com beleza do espetáculo. Foi quando numa arrancada brilhante Prego, o centro avante co Grêmio passando pela defesa colorada marcou um golaço e esse escriba, tão somente amante do belo futebol saltou gritando: GOOOOLL!!!
Daí não vi mais nada.  Só acordei já no departamento médico, onde me contaram que eu havia sido atingido na cabeça por uma caixa de maçãs atirada da social. E também ninguém entendera o que dera na cabeça daquele maluco para torcer pelo Grêmio no banco do Inter.
E tinha sido tão somente uma demonstração de amor ao esporte bretão.
  

APELIDO... DE QUEM? O RETORNO

No ano passado deu uma idéia maluca na cabeça desse seu cronista que chegou a pensar em fazer um concurso para ver quem conseguiria identificar os donos dos apelidos usados em Uruguaiana. Na ocasião consegui lembrar mais de cento e setenta, e acreditando que ainda faltarem muitos apelei para a boa memória dos leitores.
Vocês atenderam minha solicitação me enviando varios emails mas acredito que ainda possam acrescentar muitos outros mais.
Estes oitenta e três foram agora lembrados:
ALPERCATA VEIA
BACUDO
BEIÇO
BERECO
BICO
BICUDO
BIMBO
BOCA
BOLÃO
BOMBA
CABECINHA DE OVELHA
CABO VÉIO
CALAVERA
CARPETA
CARPIM
CARQUEJA
CARTEIRO
CHANGA
CHOCA
CHORINHA
CINHA
COTINHA
DUMBA
FEFEU
FIAPO
FLÔ
FUNGA
GALOCHA
GOGÓ
GUASCA
JANGUINHO
JUJO
JUJO
LOLÓ
LULUCA
MALA VÉIA
MAMBIRA
MARIMBONDO
MARTA ROCHA
CHINÃO
MATUNGO
MELECA
MELHORAL
MENTIRINHA
MILONGA
NARIZ
PADEIRA
PANDORGA
PAPA-ANJO
PASTEL
PATADURA
PATINHA
PEIXINHO
PELEGO
PELINCHO
PELUDO
PERCANTA
PERERECA
PERICON
PERIQUITO
PINOCHIO
PUDIM
RANHO
RAPA
RAQUELITA
RIPA
RISONHO
SANTA
SAPO INFLADO
SELO
TEIA
TERECA
TICO
TITINA
TOCO
TONHO
TORDILHO
TOTIA
TRÁIA
TRISTEZA
VELA
ZOLHUDA
ZUCA